Prefeitura de SP volta atrás e diz que uso de tecnologia proprietária é mal entendido…
política, softwarelivre, tecnologias Quinta-feira, Dezembro 20, 2007, 10:08A prefeitura de SP está andando na contra-mão da evolução tecnológica, os Telecentros de SP, legado do governo eletrônico, o qual foi um modelo de projeto de inclusão social e digital em nosso país e fora dele, estava prestes a perder sua identidade pois a Microsoft esteve conversando com a prefeitura sugerindo que ela adotasse sua tecnologia no lugar do software livre, disse até que doaria as licenças de uso.
A prefeitura de SP, durante o governo eletrônico implantou cerca de 127 telecentros que fazem em torno de 381 mil atendimentos todo o mês, estes locais proporcionaram grande melhoria na qualidade de vida das comunidades que os receberam, pois estas tinham poucas chances ou quase nenhuma perspectiva de utilizar tecnologias de ponta, participar de oficinas, cursos, aprender a usar a internet e ferramentas de escritório. O grande diferencial deste projeto foi a utilização de tecnologias livres que possibilitaram aumentar o alcance da iniciativa devido ao custo “ZERO” de software e licenças.
Outro ponto positivo do programa era que ao invés de “adestrar” usuários no uso de certas ferramentas já conhecidos de empresas monopolistas, ali era ensinado a utilizar um editor de texto, um editor de planilhas, um editor de apresentações, o que permitia que as pessoas após uma oficina de programas de escritório, conseguissem trabalhar com qualquer programa do gênero existente, seja GnomeOffice, KdeOffice, OpenOffice, BrOffice, CorelOffice, StarOffice, dentre várias outros pacotes existentes no mercado, isto acontecia por que eles aprendiam o conceito das ferramentas, o que lhes possibilitava um leque de opções muito maior.
Recentemente a prefeitura foi muito criticada pela decisão e pela proximidade com a empresa Microsoft, a sociedade civil pressionou e questionou a decisão de fazer um upgrade no parque tecnológico, pois eles iriam gastar milhões de reais só para que estes telecentros pudessem rodar o WindowsVista.
Waldemar Junqueira Ferreira Neto, coordenador-geral de inclusão digital da prefeitura de São Paulo participou de um debate com Sérgio Amadeu, sociólogo, ex-presidente do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Autarquia da Casa Civil na Presidência da República) e voltou atrás no discurso, disse que tudo foi um grande mal entendido.
Eu realmente espero que seja um mal entendido, espero que a prefeitura não mude a identidade de um projeto que atende quem precisa, um projeto que é modelo, espero e quero acreditar que a prefeitura terá coerência com o gasto de recursos públicos e com as pessoas atendidas pela iniciativa.
Aliás, Sr. Waldemar Junqueira Ferreira Neto, que tal fazer uma viagem a Holanda, naquele país o uso de Software Livre é lei, é política pública, garante a independência tecnológica, auditabilidade, além de ser um investimento confortável, dentro do “orçamento”, quem sabe isso lhe dê parâmetros para reavaliar o uso de tecnologia proprietária nos telecentros livres de SP.
Notícias relacionadas:
http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=12272
http://br-linux.org/linux/telecentros-substituindo-codigo-aberto-pelo-vista
http://www.softwarelivre.org/news/10489
http://www.idbrasil.org.br/drupal/?q=node/22999





Dezembro 20th, 2007 at 14:33
Bom, fica aqui um toque.
Que tal você ou alguém da comunidade SL entrar em contato com a Sônia?
Ela, hoje, é vereadora em São Paulo e tem muitos projetos bacanas e de visão. Tanto ela ativa que no domínio dela, ela colocada tudo o que acontece no gabinete em que é lotada. Vale pelo menos a vista: http://www.soninha.com.br/
E eu acho que a visita pode virar um contato e quem sabe assim o SL tenha mais uma grande defensora.
Dezembro 20th, 2007 at 19:41
Lupa,
Valeu pela dica, vou entrar em contato com ela.
[]’s
Guto