governo federal: instrução normativa 4 da SLTI está em vigor!

normativaParece que 2009 é o ano em que o governo federal vai arrumar a casa em relação a terceirização de serviços de TI. Para quem não sabe está em vigor desde 02 de Janeiro de 2009 a IN4 da SLTI que mudará radicalmente as regras para esta prática no governo.

INSTRUÇÃO NORMATIVA No 4, DE 19 DE MAIO DE 2008
Dispõe sobre o processo de contratação de
serviços de Tecnologia da Informação pela
Administração Pública Federal direta, autárquica
e fundacional.

O SECRETÁRIO DE LOGÍSTICA E TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO, no uso de suas atribuições que lhe conferem o
Decreto no 6.081, de 12 de abril de 2007, revigorado pelo Decreto no
6.222, de 4 de outubro de 2007, e tendo em vista o disposto na Lei
no 8.666, de 21 de junho de 1993, na Lei no 10.520, de 17 de junho
de 2002, no Decreto no 1.048, de 21 de janeiro de 1994, e no Decreto
no 2.271, de 7 de julho de 1997, no Decreto no 3.555, de 8 de agosto
de 2000, no Decreto no 3.931, de 19 de setembro de 2001, e no
Decreto no 5.450, de 31 de maio de 2005, resolve:

Art. 1o As contratações de serviços de Tecnologia da Informação
pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Administração
dos Recursos de Informação e Informática – SISP serão
disciplinadas por esta Instrução Normativa.

Estou anexando a IN4 aqui no blog, esperamos que isto moralize a administração de TI na esplanada, em seus ministérios, autarquias, empresas públicas e demais órgãos públicos.

Algumas das definições mais importantes:

1. Empresas terceirizadas não podem mais fazer gestão de TI, sendo assim, cargos de direção, coordenação, gerência ou chefia só poderão ser ocupados por funcionários públicos.

2. A contratação será por serviços ou demandas, pagamento mediante entrega do serviço ou demanda, não se pode mais fazer uma terceirização global para toda a área de TI, contratando analistas, programadores a torto e direito que vão executar N projetos ou futuros N projetos, agora tem-se que especificar o projeto ou a demanda por contratação.

3. O pessoal vai ter que seguir a risca a E-PING e E-MAG, fazendo isto qualquer novo software será compatível com padrões abertos.

4. Não se pode mais licitar tecnologias antes de verificar a disponibilidade de solução similar em:

  • Outro órgão ou entidade da Administração Pública Federal;
  • Repositório do Software Público no Ministério do Planejamento/SLTI;
  • Repositório de Softwares Livres e Open Source na internet;

A norma evita que um mesmo software seja desenvolvido duas vezes, pois será necessário uma consulta prévia por todo o governo e caso não seja encontrado nada que atenda a demanda no governo e nos repositórios, o pregão deverá ainda observar as políticas, premissas e especificações técnicas definidas pelos padrões de interoperabilidade do governo eletrônico, garantindo assim compatibilidade com padrões abertos em qualquer solução.

5. A contratação de desenvolvimento de software deixará de ser feito através de licitação, agora será feito através de pregão eletrônico para gerar competitividade, sair do nicho de Brasília, pois através do pregão empresas de todo o Brasil podem participar, abrindo portas inclusive para empresas e cooperativas de software livre em todo o Brasil.

6. Qualquer software que for desenvolvido para o governo federal a partir de agora será de propriedade do Governo Federal, ficará disponível no repositório de Software Público, o governo deterá a tecnologia, os fontes e a licença, isto acaba com a dependência tecnológica de fornecedores. Agora os fornecedores passarão a ‘prestar’ serviço de desenvolvimento, deixando assim de  ‘vender’ soluções prontas para o governo.

É gente acabou uso descabido de dinheiro público com terceirizações e com compras de software, acabaram-se as chances  de aparecerem licitações milionárias pois se existir um software similar público ou livre que atenda a demanda eles terão que optar por este, e caso tentem escapar da norma, já sabem, TCU neles!

O descaso com a TI e o abuso das indicações, a ingerência e o controle  de gestão de TI no governo pelas terceirizadas, algo que começou lá atrás no governo FHC está para ser sepultado em 2009.

É hora do governo investir em seus quadros, capacitar seus profissionais, seguir metodologias adequadas na gestão de TI, seguir as diretrizes do governo eletrônico, compartilhando conhecimento, informações e esforços entre as equipes de TI do governo ao invés de recorrer ao apoio das terceirizadas que já estão ai há anos, sugando os recursos do governo sem resolver o ‘todo’, sem se preocupar a longo prazo com os resultados, vivendo apenas o momento, pensando apenas nos editais que estão na rua. É um novo momento, penso que a norma veio na hora certa.

Parabéns a todos da SLTI que trabalharam para criar a IN4.

Referências:
http://www.governoeletronico.gov.br/
http://www.midstorm.org/~fike/weblog/2008/12/31/instrucao-normativa-para-ti-do-governo-federal/
http://emerluis.wordpress.com/2008/12/23/instrucao-normativa-4-moralizando-a-area-de-ti-do-governo-federal/

http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=17033&sid=10


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18 Responses to governo federal: instrução normativa 4 da SLTI está em vigor!

  1. GabrielNo Gravatar says:

    Belo Post!!! Muito útil para divulgação da IN4

  2. gutocarvalhoNo Gravatar says:

    Obrigado Gabriel, qualquer colaboração é bem vinda ;)

    E vamos divulgando!

    []‘s
    Guto

  3. Pingback: Cervell » Blog Archive » Governo Federal: Instrução Normativa 4 da SLTI está em vigor

  4. AntonyNo Gravatar says:

    Olá! Acho legal a idéia, mas esse negócio de pregão facilita a compra de materiais e serviços de categoria duvidosa e já vi várias vezes o governo pagar duas vezes pela mesma coisa, sem falar em custos com os processos administrativos e judiciais que não devem ser desprezados. Ademais, tem muito software livre bom, mas deixar informações críticas e estratégicas em software livre é armar uma bomba relógio, pois na hora que a coisa pegar mesmo, para quem pedir suporte “imediato”? Não venham me dizer que alguém vai pegar os fontes do Linux ou de um banco de dados, por exemplo e vai mexer nele!

    Desculpem levantar questões contrárias ao post, mas não se pode avaliar uma questão tão crítica por apenas um lado.

  5. gutocarvalhoNo Gravatar says:

    Antony,

    Sobre o pregão eletrônico, o TCU junto ao MPOG implementou este modelo para principalmente diminuir custos, gerar competitividade, assim empresas de todos o país podem ter seu usuário e senha para que possam dar lances pela internet, basta estarem cadastrados no SICAF, a transparência no processo é o que importa.

    Dê uma lida aqui neste link para entender por que esta modalidade é melhor para o governo:

    http://www.itec.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias-nacionais/pregao-eletronico-economiza-r-590-milhoes-no-governo-federal

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090107/not_imp303493,0.php

    Quais são esses cálculos jurídicos que você menciona?

    Pode dar o exemplo, links ou informação do que você já viu várias vezes o governo pagar a mesma coisa em pregão eletrônico?

    Mudando de assunto, existem diversas empresas que dão suporte à tecnologias livres, focando só em Brasília, vamos começar por algumas empresas privadas como a Politec, Poliedro, B2BR, CTIS, Trainning, se for algo diretamente ligado ao governo o SERPRO oferece suporte, a DATAPREV oferece suporte, e estes dois últimos são dispensados de licitação/pregão pois fazem parte do governo federal.

    Fora outras conhecidas no Brasil como a 4Linux em SP, Millenium no MS, AlfaiaTI no MG, as grandes do mundo, REDHAT, SUSE, MANDRIVA e a poderosa IBM, se o seu problema for banco de dados PotgreSQL, a ENTERPRISEDB (onde core developers do PGSQL trabalham) pode lhe atender através de suas parcerias no Brasil como a DEXTRA, se for o MYSQL você pode procurar a SUN ou suas parceiras no Brasil como a HTI, certificadora e centro de treinamento MYSQL.

    Essa história de ficar na mão nunca existiu e principalmente neste momento, em 2009, o leque de opções para você obter suporte adequado, com pessoas realmente capacitadas é enorme, a informação está ai meu amigo, fique a vontade para pesquisar sobre as empresas citadas, e essas são só a ponta do ICEBERG ;)

    Agora sobre o SL ser uma bomba, você pode explicar melhor sobre essa questão de pegar fontes de banco de dados e mexer, essa eu não entendi, qual o tipo de problema que você tentou exemplificar?

    []‘s
    Guto

  6. Erick TostesNo Gravatar says:

    Antony, acredito que o teu comentário é mais inocente e baseado em propagandas duvidosas do tipo “get the facts” do que maldoso, e vou responde-lo.

    Vou ser bem sucinto na resposta. No mundo todo existem excelentes empresas oferecendo suporte especializado em aplicações de código aberto e de missão critica. A Red Hat anda de lado com a IBM e lhe oferece suporte excelente.

    Bando de dados ? Oracle ? Nãoo .. PostgreeSQL dá conta com muita tranquilidade. Além de existirem também diversas empresas e profissionais Certificados para solucionar problemas. Indico que leia os Cases de implementação no site do projeto

    http://www.postgresql.org/about/casestudies/

    imagino que consiga ler em inglês.

    enfim, grandes companhias se utilizam de Software Livre, e diversas outros países o usam de forma muito mais disseminada. Ai vai uma lista de Cidades e companhias que usam código aberto.

    Empresas

    Union Bank of California, Peugeot, Virgin America (Compania Aerea), Industrial and Commercial Bank of China

    Paises e cidades.

    Paquistão (bomba atomica huuu)e Indiá (fique atendo a nova novela da grobo), Espanha, Vienna (Capital da Austria ? ), Munich (Capital da Bavaria .. )

    Se quiser mais detalhes procure sobre “Linux adoption” no nosso amigo google e seja uma pessoa mais bem informada.

    E fica os parabéns pelo excelente blog do Gustavo.

  7. Volney FaustiniNo Gravatar says:

    A iniciativa pode ser o início de uma grande revolução nas prestações de serviços e um golpe mortal em mamatas e malandragens. E um ponto importantissimo para o SL e seus adeptos.

    E vejo mais, a preocupação do governo em não ficar comprando caixas pretas, nem de comprar e pagar pelo re-trabalho. Outra coisa legal é de se tornar proprietario da solução – o que vai permitir a difusão da aplicação em orgãos do governo. O cidadão comum, e os pagadores de impostos … enfim todos só vamos ganhar com isso.

    Uma coisa, Antony é a base de dados, outra é o gerenciador. Livre não quer dizer acessível ao público, mas sim que não se está escravo ou refém do fornecedor.

  8. AugustoNo Gravatar says:

    Antony,
    O negócio é que quando uma empresa de SL ou não, vende um produto para o governo é obrigatório o suporte on-site. O que ocorre é que em muitos casos, alguma soluções são adotadas pela equipe interna, e muitos destes softwares não tem uma empresa por trás, o que pode acarretar em problemas, no caso de algo “parar”, mas normalmente estas soluções não estão sendo colocadas em setores criticos, e que está existindo um grande passo em relação a segurança de software dentro do setor público, ainda mais com o acórdão publicado pelo TCU :)

    Abs[]

  9. PauloNo Gravatar says:

    Pessoal,

    Concordo em partes com o Antony. Em muitos casos é fato que atendimento de empresas que trabalham com software livre existem e tem qualidade, contudo, não é sempre assim. Tudo é mais complicado… É bonito falar: “Em um software livre tem milhares de desenvolvedores no mundo inteiro trabalhando e em um software proprietário não…”; Beleza, talvez seja por isso(por muitas pessoas estarem “colocando a mão”) que grande parte dos softwares livres não tem documentação de qualidade… Querem exemplos? Posso citar vários se for o caso…

    Também é muito bonito falar que software livre funciona… Mas quem usa? Querem um exemplo? Quantos que estão postando aqui estão usando Windows e Internet explorer? Garanto que a grande maioria(senão todos)… Se software livre é tão bom assim, então por que o Windows ainda domina? Por que não usam Linux, Solaris, ou outro afim? Isto é apenas um exemplo…

    Todos falam, falam, falam… Mas no fim não há jeito… De uma forma ou de outra, pelos custos que estão sendo empregados(através dos clientes), e pelo conhecimento das empresas que vivem do desenvolvimento de determinado software, sem sombra de dúvidas softwares livres tem suporte e muitas vezes funcionalidades inferiores aos softwares proprietários.

    Ah… Só mais uma coisa; Quem não gasta com licença de software gasta muito mais com mão de obra(garanto que mais que o dobro).

  10. AntonyNo Gravatar says:

    Pessoal, vamos com calma. Em primeiro lugar, meu comentário não é inocente, mas também não é “sacana”, não é o caso. Se as visões contrárias a um determinado ponto de vista não puderem ser discutidas, esse ponto de vista é inválido de início, pelo menos dentro de uma democracia. Vamos lá, um exemplo de pregão super mal sucedido, Pregão 22/1999 da Anatel. Para quem se lembra bem, os pregões da Anatel foram os primeiros do governo. O objeto deste pregão nunca foi entregue em sua totalidade e por isso o modelo já nasceu podre. Um empresa conhecida ganhou com um preço vil e com contatos políticos garantiu o recebimento. Com relação ao PostgreeSQL, me desculpem, ele é realmente muito bom, mas longe de suportar a carga que o Oracle suporta. Se eu uso software livre e tenho suporte da IBM, não há grandes vantagens de se usar software livre, isto porque os grandes tubarões como IBM, SUN, etc, não vão dar suporte e prestar serviços de graça, ou vão? As empresas de Brasília citadas são as que sempre dominaram o governo, ou seja, as atitudes do governo, ao que parece, não modificou em nada o cenário, somente mudou os serviços e produtos fornecidos pelos amigos de sempre.
    Quero deixar claro uma coisa, sou a favor de software livre, eu mesmo uso vários, mas não concordo com toda essa pirotecnia que não dá nenhum resultado prático. Aumentar a competitividade é, por exemplo, não fazer exigências desmedidas em editais, seja de pregão, tomada de preços, etc. Alguém certamente vai falar da LC 123/2006. Sugiro que analizem os certames. Vocês verão várias empresas grandes se valendo de pequenas para garantir a utilização dos artifícios da Lei. Ah, alguém vai pergutar sobre exemplos, então fiquem com o Google que arrumou um parceiro Microempresa para ganhar a licitação do Sebrae! Tentou o mesmo no IBICT no mês passado, mas pediram para demonstrar funcionalidades e a coisa deu errado.

  11. gutocarvalhoNo Gravatar says:

    Paulo,

    Estamos falando se serviços em Software Livre, o foco foi em desenvolvimento e serviços, não em Desktop, porém o uso de SL em Desktops está crescendo rapidamente, não sei se você sabe mas depois de muitos e muitos anos o Internet Explorer perdeu a margem de 70% do mercado e continua caindo e o firefox passou dos 20%, devagar mas estamos prosseguindo [1].

    Tudo ao seu tempo. O OpenOffice com todas as suas dificuldades atingiu em uma noite mais de 25 milhões de downloads no mundo, vários governos incluindo o Brasil tem utilizando a suite livre como alternativa ao MS-Office [2].

    Em relação a sistemas operacionais modernos temos números muito expressivos em muitas distribuições, como Suse, Mandriva, Debian, Ubuntu, Fedora, Archlinux dentre outros, temos também grandes players vendendo OS Linux em dispositivos móveis como Dell e HP, a coisa não acontece da noite para o dia, mas esta acontecendo.

    Aliás os sistemas UNIX-Like e derivados já nasceram imune a Vírus, Trojans, Spywares e todas essas outras coisas toscas, e até hoje a MS não resolveu esses problemas por interesses financeiros, aceitar este risco é colocar um custo elevado de manutenção e prejuízo mensal com estas mazelas, além de investimentos em sistemas de seguranças para problemas que não deveriam existir, os gastos são elevadíssimos, sua empresa pode parar a qualquer momento por causa de um vírus novo que ainda não tem vacina, se você e sua empresa podem correr este risco, simplesmente por usar algo que tem solução há mais de 30 anos, mas não tem solução em seu OS moderno, a decisão é sua.

    Os grandes projetos de software livre são extremamente bem documentados, tanto na parte administrativa, quanto na parte de desenvolvimento, tais como MYSQL, POSTGRESQL, SAMBA3, APACHE2, APACHE TOMACT, Python, DJANGO, OPENVPN, KERNEL LINUX, Netfilter/Iptables, Postfix, Bacula, Courier, Cyrus, Proftpd , VsFtpd, Snort, NMAP, Bind, Nagios, Cacti, OpenLDAP, Squid, Dansguardian, os projetos principais são muito bem documentados, agora claro que existem milhões de softwares livres em repositórios, criados por progradores do mundo todo, como são voluntários, podem ter documentações com pouca informação, mas isso jamais aconteceria com grandes projetos que estão há anos no mercado.

    Se puder só para avaliarmos, na sua opinião qual o projeto que tem documentação ruim?

    Outro detalhe, me diga você consegue ter acesso ao chefe de projeto ou programadores de um sistema proprietário via internet, por IRC por exemplo? Com projetos livres e open-source isto é normal e rotineiro.

    Realmente existem softwares proprietários que podem ter mais recursos que softwares livres, mas o inverso certamente acontece, tente comparar Apache2 e IIS, principalmente na questão de segurança.

    Eu nunca via Mão-de-Obra ser mais cara que custo de licenças de software proprietário, as vezes o desenvolvimento de um sistema inteiro do zero sai mais barato do que comprar por exemplo certas tecnologias de groupware vendidas no mercado, veja por exemplo o expresso no Governo Federal.

    Só para se ter uma idéia, a receita lançou há alguns anos um edital para adquirir novas licenças do MS Office, foi algo em torno de 40 Milhões, se todos os funcionários da receita recebessem treinamento de 30 dias no OpenOffice isso não daria muito mais de 1 Milhão de reais, e com mais 1 Milhão eles poderiam consolidar necessidades especiais e migrar planilhas e bases antigas incompatíveis com padrões como a E-PING e a E-MAG para soluções flexíveis e abertas, desta vez sou eu que garanto que com 2 milhões a Receita poderia ter feito história. Mas pelo contrário conseguiu comprar, o TCU liberou mas ordenou estudos para troca para OpenOffice por questões de economia [3].

    Estamos crescendo muito, enfrentando desafios, nosso números são expressivos, nossas conquistas são honrosas e nossas melhores tecnologias são extremamente estáveis e maduras, estamos no caminho certo, quem não quer enxergar, não quer ver o óbvio, cada qual com sua opinião, os fatos estão ai.

    Tudo a seu tempo, estamos chegando lá.

    [1] http://www.noticiaslinux.com.br/nl1231896613.html
    [2] http://www.jroller.com/erAck/entry/25_millionth_download_openoffice_3
    [3] http://br-linux.org/2008/tcu-conclui-que-receita-federal-podera-realizar-pregao-para-comprar-office-2007/

    []‘s
    Guto

  12. gutocarvalhoNo Gravatar says:

    Antony,

    Todo o comentário é bem vindo, críticas, sugestões, o contra-ponto é necessário, é sadio, vamos debater ;)

    Você tinha indagado no primeiro comentário que ao usar software livre o governo ou a instituição poderia ficar na mão, lhe mostrei que tem quem dê suporte, em nenhum momento falei que seria de graça, Software Livre não é Software Grátis, entenda isto.

    Sim o pregão não é perfeito, as leis brasileiras estão longe de ser perfeitas, mas o governo esta tentando melhorá-las, eles estão fazendo alguma coisa, estão se mexendo, melhor do que a inércia, o uso do pregão trouxe muitos avanços, ainda existem problemas, as pessoas com intenções duvidosas sempre encontraram uma brecha na lei, mas ai vai da índole e das artimanhas e do lobby dos grandes players no governo, mas fique tranquilo o TCU e o MPOG estão de olho, observando tudo o que acontece e certamente vão propor e implantar melhorias no modo de como as coisas são feitas, muita coisa já foi moralizada, tudo a seu tempo.

    []‘s
    Guto

  13. FelixNo Gravatar says:

    A respeito de suporte a software livre, vamos pegar por exemplo o meu estado, o Paraná. Aqui temos a Celepar, órgão do Governo Estadual que apóia, divulda, patrocina e inclusive desenvolve software livre. Claro que obviamente há falhas como em qualquer empresa e/ou similar, mas já é conhecimento nacional o incentivo que o governo paranaense dá ao software livre, vide Latinoware por exemplo.

    Acho que o ponto mais importante em tudo isso já foi citado, tanto no post quanto em alguns comentários: a transparência. Licitações a principío são ótimas, desde que feitas com a supra citada transparência. O que eu já vi em alguns casos foram licitações feitas na calada da noite e sem nenhuma ou pouquíssima divulgação, justamente para privilegiar certas empresas.

    Belo post Guto, informação e conhecimento é poder!

    Abraços

    Alexsandro Felix

  14. geekbrNo Gravatar says:

    Augusto

    “O que ocorre é que em muitos casos, alguma soluções são adotadas pela equipe interna, e muitos destes softwares não tem uma empresa por trás”

    Vamos ao foco de aplicações “Servidores”. As mais difundidas tem sempre bom suporte e boa documentação sim. Em relação a esses serviços o governo pode sim alem de obter uma equipe de alto nível, existe também a troca de informações com outros países que se usam de tecnologias abertas e vão muito bem obrigado.

    Paulo

    “Beleza, talvez seja por isso(por muitas pessoas estarem “colocando a mão”) que grande parte dos softwares livres não tem documentação de qualidade… Querem exemplos? Posso citar vários se for o caso…”

    Cite, pois não me lembro de nenhum sinceramente. E “Colocar a mão” não significa que toda alteração vá para raiz do sistema. Você pode alterar o apache por ex. e modifica-los mediante a sua necessidade, mas não é qualquer modificação será aceita pela apache fundation.

    “Mas quem usa? Querem um exemplo? Quantos que estão postando aqui estão usando Windows e Internet explorer? Garanto que a grande maioria(senão todos)…”

    Isso necessariamente não é uma regra. Conheço grandes administradores de rede que usam em seus desktop’s Windows ou Mac os.
    Afirmar que a “Maioria aqui” usa linux ou não, é incoerente e pretensioso. Eu uso Gnu/Debian na maior parte do meu tempo e quando preciso usar windows é sim para algo bem especifico ou para analisar/implementar integração entre sistemas. E mesmo quando uso Windows, dou preferencia para softwares livres (Banco de dados, Comunicador, Http server etc.)


    “Quem não gasta com licença de software gasta muito mais com mão de obra(garanto que mais que o dobro)”

    Mais uma idéia do tipo “get the facts”, sabe-se que na grande parte das implementações (Não acho que Software livre seja a única solução, principalmente quando se fala em gamas diversas de aplicações) Alem de TCO, deve-se analisar a qualidade da implementação, mesmo por que estamos falando em missão critica. Equipes organizadas, com especialistas minimizam demais a necessidade em se pagar por terceiros.

    Vide a citação do Gustavo

    “vamos começar por algumas empresas privadas como a Politec, Poliedro, B2BR, CTIS, Trainning, se for algo diretamente ligado ao governo o SERPRO oferece suporte, a DATAPREV oferece suporte, e estes dois últimos são dispensados de licitação/pregão pois fazem parte do governo federal”

    Antony

    “Se as visões contrárias a um determinado ponto de vista não puderem ser discutidas, esse ponto de vista é inválido de início, pelo menos dentro de uma democracia”

    Inocente no sentido de que o Brasil não é pioneiro em implementações do tipo. Leia os Cases das cidades e outros paises que adotaram SL e vai entender. Em relação a “Comentarios Maldosos” estava me referindo aos trols que apenas criticam sem fundamentação, e este não é o seu caso.

  15. PauloNo Gravatar says:

    Bom Guto, gostaria antes de mais nada, de esclarecer que não sou contra softwares livres… Muito pelo contrário… O que sou totalmente contra, é àqueles que dizem que todos os problemas(sejam funcionais, ou não) serão resolvidos com o uso de software livre…

    Realmente é fato que os SL’s estão caminhando para uma grande evolução, e que TALVEZ até superarão os grandes softwares proprietários… Contudo, como eu disse no POST anterior, na teoria é tudo muito fácil, mas na prática…

    Quanto a documentação… Bom, vamos fazer o seguinte… Vou dar um exemplo mais prático; Você conhece o Active Directory da Microsoft? Deve conhecer… Com ele, basicamente, você gerencia as permissões de rede e usuários de sua empresa… O fato é que qualquer um(que tenha o MÍNIMO de conhecimento técnico) consegue instalar um A.D e configurá-lo em sua rede(na maioria das vezes sem nem precisar ler documentação, pois é auto-intuitivo), agora, alguém com o MÍNIMO de conhecimento faz isso no linux? – Não! Precisa ler a documentação… Procure a documentação, da distribuição que você usa e tente configurar e veja se funciona de primeira; – GARANTO QUE NÃO! Como eu disse no início desse POST, sou totalmente a favor de SL, entretanto, falar que tudo o que é feito em um software proprietário também é feito em um SL, até é aceitável, mas dizer que é feito com a mesma facilidade e que a documentação do SL é boa, só na teoria meu amigo. Dizer que a documentação é boa apenas com base em leitura é muito fácil, agora pegue a documentação, tente implementar o que está nela e garanto que irá se decepcionar bastante(SAMBA, STRUTS, RSYNC, JNI, POSTGRESQL, MYSQL, etc), tendo que fazer várias pesquisas pelo Google para achar “pedaços” de informações espalhadas, juntar todas, e implementar o que você precisa. Trabalho com SL e sei do que estou falando… Por isso minha “revolta” quanto as alegações de que tudo é lindo e maravilhoso, desde que você use SL.

    SL é bom, mas de quanto tempo você precisa para implementar algo que dependa de um SL, se você implementaria em 1 dia em um software comercial? É hipocrisia dizer que tem documentação, tem suporte e que é tudo mais fácil sem saber, na prática, do que se está falando…

    Espero realmente que meu POST não cause incômodo, é apenas minha opinião… :D

    Grande abraço.

  16. Erick TostesNo Gravatar says:

    Paulo

    Concordo com você em Relação a praticidade do AD em administrar estações de trabalho/permissões. Principalmente quando se fala em Redes Corporativas com “arvore” e “florestas” onde sem duvida o uso de GPO se faz necessário.

    Mas levando em consideração que:

    Você está citando explicitamente SMB/CIFS, e lembrando que o protocolo foi inicialmente projetado pela IBM para integrar DOS e trabalhar em conjunto com NetBIOS (Que por sinal também foi desenvolvido para IBM) .. Estamos falando de tecnologia explicitamente direcionada a plataforma da microsoft. Sendo assim não é novidade que o Samba sempre terá seus pontos negativos em relação ao gerenciamento. Ele é desenvolvido baseado em engenharia reversa. E tem sempre que se modificar a cada lançamento de uma versão nova de Windows.

    Voltando para o AD, você deve saber que ele é uma implementação do serviço de diretórios LDAP. Logo, não é novidade para ninguém a integração/replicação do serviço de diretórios em servidores *NIX. Usando Kerberos & Ldap até onde me lembro.

    Em Relação a suposta “Falta de documentação”, tá ai o wiki do Samba que não me deixa mentir. Eu usei como base para implantação de uma Rede Samba com suporte a GPO nas estações Windows.

    http://wiki.samba.org/index.php/Main_Page

    Em relação a procura de “retalhos de documentação” no “google”, indico que leia sempre a documentação oficial dos projetos e da distribuição que está utilizando.

    Você deu o exemplo do apenas do AD, eu queria entender se ele é o único serviço de rede que é tão deficitário em sua versão livre.

    Não sei se a proposta é simplista e está limitada apenas aos Servidores controladores de dominio.

    Mas que fique claro. Mesmo que estes rodem em cima de Windows Server, existem muitos outros Servidores que funcionam muito melhor em plataforma livre. E acho que está bem claro que a integração multiplataforma é Tecnicamente viável sim.

    Em relação a “Janela de implementação do projeto”, eu fico em duvida sobre comentários do tipo “Rede Ad qualquer um coloca no ar” ou “Demora-se muito menos implementar algo em Windows”. Projeto grande desse porte demanda equipes grandes e bem qualificadas, alem de abordagens baseadas em cases de sucesso.

    E como já postado, os primeiros a adotarem Linux e SL na Administração Publica foram países já desenvolvidos ou chamados de “Primeiro mundo”.

    []s

  17. gutocarvalhoNo Gravatar says:

    Paulo,

    A discussão está ficando longa, então para encerrar vou colocar alguns tópicos sobre o que eu acredito.

    1. Uma pessoa minimamente técnica não deveria instalar o AD, ou você trabalha com gente séria e capacitada ou você é amador. Uma pessoa minimamente técnica deveria ser um estagiário de alguém experiente, o mercado não deveria dar espaço para curiosos.

    2. AD tem custo elevado para empresas de pequeno e médio porte, ou eles usam algo ‘pirata’ ou usam algo livre e realmente estável.

    3. Não ler documentação, ir por intuição pode até funcionar, mas não é uma boa prática, novamente um verdadeiro analista/técnico/especialista, conhece a fundo a documentação dos sistemas e serviços que vai implementar, este já fez exaustivos testes, implementações e já leu o suficiente para não ter problemas, e se tiver saberá como resolver. Um gestor que permite que um curioso instale algo na intuição, não é um gestor sério.

    4. Software Livre ou Open Source não foi feito para gênios por gênios, ele foi feito para pessoas que tem uma boa capacidade de compreensão dos textos que lê, uma boa interpretação do textos, boa assimilação e criatividade para utilizar o que aprendeu em seu favor. Se a pessoa se dispor a ler, entender, discutir nos fóruns, nas listas, no irc, testar e implementar, esta será bem sucedida, chamamos estas pessoas de auto-didatas, ou pessoas que adquirem conhecimento por autodidaxia.

    5. Não existe formula mágica para sair instalando alguma coisa sem saber do que se trata e ainda esperar que funcione a contento.

    6. O mercado está cheio de pessoas que acham que sabem o que é um sistema operacional, o que é e como funciona uma rede, acham que sabem instalar serviços, acham que sabem o que é tecnologia OpenSource/Livre, mas na verdade são curiosos que na maior parte das vezes causa mais prejuízos do que benefícios para a empresa que trabalha, e o pior é que alguns destes ainda ficam dando palpites como se fossem especialistas na área.

    7. Se um técnico recorre a receitas-de-bolo em blogs e pesquisas no google ao invés de ir no site oficial do PostgreSQL por exemplo, usando suas listas, seus fóruns, seu wiki, sua documentação, talvez este técnico não esteja pronto para compreender o que é SQL, como funciona um SGBD, pois talvez este não conseguiu assimilar a clara e farta documentação existente no projeto sobre sua arquitetura e funcionamento. O mesmo para o SAMBA toda a documentação que precisamos está lá, nunca precisei recorrer a outro lugar para esclarecer alguma dúvida, e olha que eu implemento samba em ambientes corporativos desde 2001. Analisar outras implementações em blogs, wikis, ver receitas de bolo é uma estratégia válida, tem muita coisa interessante na rede, mas a fonte do projeto é sempre o lugar mais seguro e mais provável para se encontrar uma solução para o seu problema.

    O problema na minha opinião não é o software livre, mas a falta de paciência para compreender como ele funciona.

    Encerro por aqui minhas considerações.

    []‘s
    Guto

  18. PauloNo Gravatar says:

    É realmente complicado quando SL vira religião, como o que está explícito aqui… Acho que deve existir um bom senso e utilizar o que for mais fácil e com certeza isso depende muito do momento e da situação. Exemplo: Se houver a necessidade de se implementar algo de forma rápida, a opção do software pago na maioria das vezes(mas nem sempre), seria a melhor, do contrário concordo plenamente que o uso de software livre seria o melhor… Há também a possibilidade de se juntar as duas coisas(buscando o que for melhor e mais barato, e o que for mais simples de se implementar);

    Bom, somente para fechar, gostaria de colocar minhas considerações também:

    1- Concordo que se algo é implementado sem compreendimento e leitura de documentação, ou não vai ser implementado da forma correta, ou sequer funcionará. Contudo, o exemplo do A.D foi para demonstrar apenas que um técnico com conhecimento suficiente para instalar uma versão server do Windows, tem capacidade de colocar um A.D funcionando na rede. Agora um técnico que tenha conhecimento para instalar o Linux a partir de um live CD, certamente não tem condições de preparar uma rede com linux(talvez usando apt-get, yum ou afins, mas quando precisar configurar algo, certamente não conseguirá). Vale ressaltar que para alguém chegar a ter conhecimento, o ideal é que algum dia comece de algum lugar(estagiários, curiosos e etc), ou seja, na minha opinião a instalação de um software realizada por um estagiário, e de forma correta, tem grande valor – afinal, o que interessa é FUNCIONAR!

    2- Quanto ao exposto pelo amigo Erick: “Você deu o exemplo do apenas do AD, eu queria entender se ele é o único serviço de rede que é tão deficitário em sua versão livre. ” -> Sobre este gostaria de dizer, por exemplo, que quando preciso utilizar proxy e firewall em uma rede, normalmente recomendo(e utilizo) Squid(e não o ISA) e iptables; Como eu disse acima, a idéia não é malhar nada, mas sim utilizar o que há de melhor e o que funciona mais fácil. Em momento algum disse que os serviços livres são deficitários, o que reclamo é que nem sempre o que é livre é o melhor para ser utilizado, ou seja, na TEORIA tudo é muito bom;

    3- Quanto a colocação do amigo Guto: ” O mercado está cheio de pessoas que acham que sabem o que é um sistema operacional, o que é e como funciona uma rede, acham que sabem instalar serviços, acham que sabem o que é tecnologia OpenSource/Livre” -> Concordo plenamente… Praticamente ninguém sai hoje de uma faculdade de T.I sabendo nada(o pior é isso). O mercado está realmente horrível…

    Bom, já chega… Ninguém vai convencer ninguém de nada mesmo… O fato é que como dito no início deste POST, o problema todo é que Software livre no nosso “maravilhoso” governo, virou religião! Só não entendo o porquê de TANTA ECONOMIA(em alguns casos PORCA)… A crise não vai chegar no Brasil mesmo(como dito pelo nosso Exmo PR).

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