veja uma rápida análise do ultrasurf, saiba como detectá-lo usando snort, saiba como bloqueá-lo usando shellscript & netfilter/iptables

Postado por gutocarvalho, Sexta-feira, Agosto 29, 2008, 13:50

Para quem não conhece, o ULTRASURF é um software desenvolvido pela empresa ULTRAREACH,  este software permite que os usuários em redes que possuem um rígido controle de conteúdo para acesso web consigam burlar esta segurança utilizando um túnel criptografado via porta 443/TCP Através deste túnel eles conseguem acesso automático a um pool de servidores de proxy anônimo, que provavelmente são máquinas da rede que foram invadidas.

Usando o ultrasurf estes usuários conseguirão acessar qualquer site web e baixar qualquer tipo de arquivo. O problema é que os ingênuos usuários que infrigem as normas de TI das instituições na qual trabalham, não pensam em nenhum momento que o pessoal da ULTRAREACH pode (e com certeza tem) ter um sniffer capturando todo o tipo de informação dos espertinhos que se acham crackers por utilizarem tal programa, incluindo senhas de acesso aos sistemas internos e a sites, números de cartão de crédito, perfil de acesso de cada usuário, tudo isto vai parar na mão da ULTRAREACH que vende a ilusão de privacidade. ao usuários do programa. Outra possibilidade que ainda estou analisando é o ultrasurf possuir em seu código algum tipo de sistema VPN bem simples que permitiria que as pessoas da ULTRAREACH possam acessar a rede do usuário, e isto é na minha opinião o fator mais grave do uso do túnel por este programa. Bom nem precisa dizer que o ultrasurf é um binário executável, não temos acesso ao código fonte,  portando não temos como saber o quão malicioso é seu código, resta-nos a engenharia reversa.

O Ultrasurf é um programa que testa a capacidade do sysadmin pois não é uma tarefa simples bloqueá-lo, seja utilizando sistemas proxy como SQUID, mesmo com dansguardian e similares, ou através de filtros  de pacotes como o netfilter/iptables, digo isto pois tudo acontece depois que a conexão SSL é estabelecida, e este tipo de conexão normalmente é liberada pois existe uma grande gama de serviços na internet que utiliza acesso seguro (SSL/443/TCP). O problema é que não existe um IP único que você pode bloquear, pois eles tem um pool de servidores possibilitando queo cliente abra conexões SSL  para endereços aleatórios.

Isto estava tirando o sono de muitos sysadmin mundo afora. Alguns foram radicais e bloquearam qualquer acesso a porta 443, liberando apenas os sites necessários, algo como uma big-whitelist. Nem preciso dizer que isto gerou caos e desordem em muitas instituições.

Bom, felizmente este mês o Sr. Augusto Ferronato publicou na SNORT-BR uma regra criada pela equipe de segurança do SERPRO-RECIFE que detecta o uso do ULTRASURF. A equipe do SERPRO fez uma análise das conexões do ultrasurf e identificou que um dos comportamentos do programa era o envio de uma requisição DNS para servidores externos com um pacote com o tamanho de 554 bytes, sendo 480 bytes desdes com valor igual a 0, isto acontece sempre que o cliente é iniciado.

A primeira regra publicada foi pelo Augusto (baseada na rule do serpro) foi:

alert udp $HOME_NET any -> !$HOME_NET 53 (msg: “Consulta de DNS Externo - Possivel Ultrasurf”; content:”|00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00|”; classtype: policy-violation; sid: 1000059; rev:1; )

Depois da publicação, Rodrigo Montoro (Sp0oKeR) fez um ajuste para melhorar a visualização do log.

alert udp $HOME_NET any -> !$HOME_NET 53 (msg: “[OSSEC] Consulta de DNS Externo Possivel Ultrasurf”; content:”|00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00|”; classtype: policy-violation;threshold:type limit, track by_src, count 1, seconds 5; sid:1000059; rev:2; )

Com este ajuste o SNORT envia apenas 1 alerta para o arquivo de log mesmo que existam N tentativas em menos de 5 segundos, deixando a leitura do log mais clean.

Através do OSSEC HIDS o sysadmin pode criar um ação para ser executada baseando-se nos alertas do log do SNORT, esta seria a maneira mais indicada de executar uma ação. Uma outra alternativa é criar um shellscript bem simples que leia o log buscando as informações para que seja executada uma ação, seja enviado um alerta por e-mail, seja bloqueando os endereços IP via netfilter/iptables.

Pensando na segunda opção, criei um script para ler o log, bloquear o ip e enviar uma notificação ao sysadmin, veja o script em minha wiki clicando no link abaixo:

http://gutocarvalho.net/mediawiki/index.php/NoSurf

Essa regra do snort foi testada até a versão 9.1 do UltraSurf e funciona muito bem.

Deixo aqui um agradecimento especial ao pessoal do SERPRO-Recife por criar e compartilhar a regra. Agradeço ao Sr. Augusto Ferronato por publicar a regra no SNORT-BR e agradeço também  o Sp0oKeR por otimizar a regra para facilitar a leitura dos logs.

Espero que estes exemplos de compartilhamento de informação, código, conhecimento e experiências sejam seguidos sempre ;)

Referências:
http://listas.cipsga.org.br/cgi-bin/mailman/listinfo/snort-ids
http://snort.linuxsecurity.com.br/
http://www.snort.org.br/
http://www.snort.org

[]’s
Guto

Bonjour!

Postado por gutocarvalho, Sexta-feira, Agosto 15, 2008, 19:20

O DebConf é ótimo para receber dicas interessantes vindas dos participantes, hoje de madrugada por exemplo eu conheci o Bonjour, o qual é uma implementação do ZeroConf feito pela Apple para o iChat. O mais interessante é que esta implementação é suportada pelo Pidgin, estranho não? Nem tanto!

Veja, ele funciona da seguinte forma, por baixo ele usa o ZeroConf e XMPP para permitir que 2 clientes iChat-like possam se comunicar, sem configuração, sem servidor, sem registro de usuário, você precisa apenas digitar o seu nome e sobrenome e todo o resto é feito por eles.

Bom se você quer testar o bonjour, primeiro você deve criar uma conta Bonjour no Pidgin e habilitá-la, sua workstation após este procedimento vai começar a se anunciar na rede local via avahi-daemon que é a implementação ZeroConf utilizada no debian e ubuntu por exemplo, os outros computadores da rede local também fazem anúncios e escutam anúncios, desta forma, após alguns segundos todos que tem uma conta compatível com o bonjour (e para isto todos devem ter suas implementações ZeroConf rodando) vão ser anunciados no Pidgin ou no cliente IM utilizado, normalmente estes usuários serão apresentados em um grupo chamado “Bonjour”.

Ele usa as portas 5297 TCP, 5298 TCP/UDP, 5353 UDP e estas precisam estar liberadas para que a sua workstation possa se comunicar com os demais clientes. Um detalhe importante, você não precisa adicionar ninguém, basta aguardar e em poucos segundos sua lista  vai crescendo de acordo com o número de pessoas que estejam utilizando o Bonjour em sua rede.

E agora, está instalado, funcionando, quais são as vantagens?
Pense o seguinte, você tem um IM disponível, apenas em rede interna, simples, rápido sem necessidade de implementar um serviço como o OpenFire, Ejabberd, Jabberd, e isto a um custo baixíssimo, claro que esta solução não utiliza todos os recursos do protocolo XMPP, mas funciona de forma estável, sendo uma alternativa aos im’s tradicionais (pelo menos na rede interna).

Agradeço ao Léo Serra por ter dado a dica ;)

Fike, eu gostei tanto da ferramenta que eu tinha que fazer um comentário de leve aqui no meu blog, mas eu sei que tu está fazendo um post mais detalhado, ficamos aguardando ;)

Referências:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bonjour_(software)
http://psi-im.org/wiki/Bonjour
http://developer.apple.com/networking/bonjour/index.html

[]’s
Guto

DebConf terceiro dia…

Postado por gutocarvalho, Terça-feira, Agosto 12, 2008, 20:51

Hoje o dia foi corrido, de manhã consegui assistir algumas palestras, uma delas do Mark Shuttleworth, falando sobre colaboração e contribuição entre Ubuntu e Debian, ele apresentou algumas estatísticas que diziam que mais de 500 patchs já foram enviados para o projeto Debian como forma de retorno da comunidade Ubuntu a sua distro “mãe”, segundo mark, dos patchs enviados mais de 300 patchs foram aceitos. Ele falou da vontade de aproximar mais as duas comunidades, falou sobre a possibilidade de se discutir um compartilhamento de agendas de desenvolvimento com o objetivo de oferecer soluções eficientes e sincronizadas entre as mais diferentes flavors, não só debian e ubuntu, mas ele falou de gentoo, redhat, mandriva, xandros, dentre outras. Segundo mark, os atuais usuários e futuros usuários fariam uma adoção muito mais simples caso isto acontecesse.

Depois aconteceram mais algumas palestras sobre derivação do Debian e métodos para elaborar CDD’s, o Mark participou da parte de derivações, cada comunidade falou um pouco de seus projetos, tais como Ubuntu, Debian Med, BrDesktop, Debian Edu, dentre outras que não estou lembrando de cabeça. Falaram bastante sobre a criação de pacotes próprios, como solução para alguns problemas, mas também mencionaram que isto dá um certo trabalho para se manter, nem tudo são flores ;)

A tarde me dediquei a continuar estudando empacotamento de acordo com as normas e políticas do debian, estou lendo:

- http://www.debian.org/doc/debian-policy/
- http://www.debian.org/doc/devel-manuals
- - http://www.debian.org/doc/manuals/maint-guide/
- - - http://www.debian.org/doc/manuals/maint-guide/index.pt-br.html
- - http://www.debian.org/doc/manuals/developers-reference/index.en.html

O que não é pouca coisa, já fiz alguns pacotes de tarde e alguns a noite, um amigo que é debian maintainer (fike) tem orientado meus estudos dando sempre dicas valiosas ;)

Continuo me surpreendendo com a qualidade e excelência técnica dos participantes do debconf, sejam debian maintainers (DM’s), debian developers (DD’s) ou debian users, eu aqui estou participando como um simples entusiasta do free sofrware, querendo e tentando assimilar a quantidade absurda de informação que transpira por todos os cantos. Para se ter uma idéia, em um simples almoço eu tive uma “aula” sobre  criptografia por hardware e seus perigos, algo que meus professores de segurança na faculdade deveriam ter participado :P

Esta conferência para mim veio como uma forma de me desafiar, continuar estudando, buscando evoluir tecnicamente, afinal existe muita coisa para se conhecer, estudar, aprender, aplicar.

Depois de conhecer um pouco mais o projeto percebi que tenho interesse em colaborar como maintainer, mas sei que ainda tenho que percorrer um longo caminho para contribuir a contento, da forma correta, seguindo as referências e políticas de segurança. No momento ainda procuro algum pacote para adotar.

Aliás caso você queira adotar um pacote!

Debian Packages That need lovin’
http://wnpp.debian.net/

Lista de pacotes para orfãos:
http://www.debian.org/devel/wnpp/orphaned

Lista de pacotes para adoção:
http://www.debian.org/devel/wnpp/rfa_bypackage

Agora teremos um openbar oferecido pela canonical, vou ver se ainda consigo produzir algo hoje, assim que a cabeça não aguentar mais vou arejá-la no openbar ;)

E amanhã vou postar alguma fotos do lugar.

[]’s
Guto

Argentina, um lugar muito agradável e gostoso de se conhecer.

Postado por gutocarvalho, Segunda-feira, Agosto 11, 2008, 20:18

Cheguei na Argentina no dia 10 de Agosto no aeroporto EZE, de lá rumei para Buenos Aires em uma curta viagem de 45 minutos, aliás recomendo o ônibus da empresa Manuel Tienda Leon, o qual oferece o transporte por 40 pesos argentinos, as empresas que oferecem transporte por taxi partindo de EZE para o terminal do retiro em Buenos Aires estavam cobrando  95+ pesos, caro mesmo! Outra coisa importante, não troque dinheiro na Global Exchange, as taxas são horríveis (1,3), o Banco de La Nacion Argentina (1,7) é o melhor lugar, isto se não tiver como trocar no centro onde consegue-se encontrar por um preço melhor (1,8), no banco de la nacion não combram comissão para a troca.

A curta viagem me deixou impressionado,  em pleno domingo vi o vigor, a alegria e a disposição do povo Argentino que fazia pequeniques nas áreas verdes próximas a rodovia, eles amam o futebol, e tenho que dizer com certeza que há muitos anos não via tantas crianças praticando futebol como tenho visto por aqui, aliás não só o Futebol, é perceptível a paixão pelo tênis e alguns tipos de esportes radicais, vi muitos quadricículos em pistas off-road, acredito que esta é a nova onda por aqui.

Agora estou em Mar del Plata, outra cidade bem aconchegante, e no momento estou no DebConf, aprendendo estudando, empacotando, conhecendo pessoas e principalmente um projeto sério com gente disposta a compartilhar conhecimento, ajudar, trabalhar para o bem comum.

Hoje migrei minha antiga distro e agora uso Debian Lenny Beta 2, instalei via iso business card, e depois peguei os pacotes pelo mirror local montado aqui no evento, foi rápido, fácil e em pouco tempo tudo estava funcionando, inclusive som e interface wifi, sem necessiades de maiores intervenções ou gambiarras, um simples aptitude install firmware-iwlwifi resolveu minha vida.

Já conversei com pessoas do Brasil, El Salvador, Espanha, Escócia, França, Colômbia, e muitos outros, a conferência está bem legal e apesar de ser uma cara nova por aqui fui muito bem acolhido por todos, sempre muito educados e prestativos.

Esta viagem tem sido curiosa e engraçada, perdi o vôo no sábado em Brasília, o fiz por pura bobagem, tive que remarcar para domingo, porém por este motivo acabei reencontrando uma grande amiga que não via há mais de 4 anos, estávamos na fila de embarque para o mesmo vôo, foi bacana, conversamos muito, com tempo ainda quero visitá-la em Buenos Aires, vamos ver se consigo levar minha querida namorada para uma viagem romântica, só precisamos que as nossas agendas sincronizem, já seria uma grande ajuda ;)

Bom vou continuar meus estudos, em uma nova e eficiente flavor gnu/linux.

[]’s
Guto

ainda na onda dos scripts…. gerando entradas para ip fixo do dhcpd.conf

Postado por gutocarvalho, Sexta-feira, Agosto 8, 2008, 14:47

pensando no seguinte causo, alguém solicita que o sysadmin fixe o endereço ip de algumas máquinas, 250 máquinas por exemplo ;)

vamos elaborar um script rapido para resolver esta questão…

primeiro o sysadmin, que não é bobo nem nada, pede que as informações estejam em uma planilha chamada de levantamento.odt, contendo as seguintes informações:

nome do usuario | mac | secretaria | setor | sala | patrimonio

estou pensando em uma maneira simples, existem várias outras abordagens e formas mais eficientes, aqui só dou o exemplo de uma das formas de se fazer com o bom e velho shellscript.

copie e cole o texto o oOo-Calc para um editor de texto puro, por exemplo VIM, substituia TAB por * usando o comando abaixo, se for o VIM.

:%s/^I/*/gc

Esse ^I é o valor que aparece quando voce digita o TAB ali naquele local.

salve como levantamento.txt

o arquivo vai ficar assim

jose.carvalho*00:00:00:00:00:00*spoa*cgmi*001*000001
guto.carvalho*00:00:00:00:00:00*spoa*cmsr*002*000002

agora vamos elaborar um script que vai gerar a entrada para o DHCPD.CONF

crie um arquivo chamado geraDhcp.sh com o conteúdo abaixo:

gutocarvalho@defiant:~$ vim geraDhcpd.sh

#!/bin/bash

# variaveis/constantes

# arquivo com informacoes

fileIn=”levantamento”

# arquivo que sera gerado

fileOut=”levantamento-dhcpd.txt”

# classe

ipClass=”192.168.0″

# ip que vai iniciar

ipRefer=”1″

# funcao que vai gerar as entradas

geraCorpo()
{
for i in `cat $fileIn`;do
nome=$(echo $i |cut -d* -f1)
macaddr=$(echo $i |cut -d* -f2)
secretaria=$(echo $i |cut -d* -f3)
setor=$(echo $i |cut -d* -f4)
sala=$(echo $i |cut -d* -f5)
patrimonio=$(echo $i |cut -d* -f6)
echo “  # usuario $nome, sala $sala, secretaria $secretaria, setor $setor, patrimonio $patrimonio” |tee -a $fileOut
echo “  # criado por: tecguto” | tee -a $fileOut
echo “  host $secretaria$setor$patrimonio {” |tee -a $fileOut
echo “          hardware ethernet $macaddr;” |tee -a $fileOut
let ipRefer++
echo “          fixed-address $ipClass.$ipRefer;” |tee -a $fileOut
echo “  }” |tee -a $fileOut
echo -e “\n” |tee -a $fileOut
done
}

geraCorpo

salve o arquivo, e vamos rodá-lo.

gutocarvalho@defiant:~$ bash geraDhcp.sh

a saída será esta

# usuario jose.carvalho, sala 001, secretaria SPOA, setor CGMI, patrimonio 000001
# criado por: tecguto
host SPOACGMI000001 {
hardware ethernet 00:00:00:00:00:00;
fixed-address 192.168.0.1;
}

# usuario guto.carvalho, sala 002, secretaria SPOA, setor CMSR, patrimonio 000002
# criado por: tecguto
host SPOACMSR000002 {
hardware ethernet 00:00:00:00:00:00;
fixed-address 192.168.0.2;
}

e tá pronto, redireciona a saída para seu DHCPD.CONF e acabou a tarefa.

:)

Este post já está no wiki, é melhor copiar e colar de lá, pois está mais organizado.

http://gutocarvalho.net/mediawiki/index.php/Criando_entradas_para_ip_fixo_no_arquivo_DHCPD.conf

você precisa criar usuários com senha, mas o passwd ou smbpasswd são interativos, como resolvo isto?

Postado por gutocarvalho, Sexta-feira, Agosto 8, 2008, 11:17

Vamos supor que tenham te passado uma lista grande de usuários para serem criados no sistema, solicitaram que você o faça cadastrando a senha minhasenha, onde cada usuário ao se logar em sua estação windows, em nosso PDC samba, irá trocá-la no primeiro logon.

olhando a lista passada para o sysadmin

gutocarvalho@defiant:~$ cat lista.txt

fulano.sobrenome
beltrano.sobrenome
ciclano.sobrenome

Para criar usuários no samba, caso você use o backend tbsam, falando de forma simplificanda você precisa fazer dois procedimentos:

primeiro precisamos criar o usuário no sistema, o procedimento abaixo é suficiente.

gutocarvalho@defiant:~$ sudo su

root@defiant:~# useradd fulano.sobrenome -s /bin/false

agora vamos automatizar a coisa, vamos fazer um simples laço (for) usando o bash

root@defiant:~# for i in `cat lista.txt`;do useradd $i -s /bin/false;done

pronto, agora o próximo comando é interativo, ou seja o usuário precisa informar a senha e confirmá-la.

root@defiant:~#  smbpasswd -a fulano.sobrenome
Digite a nova senha UNIX:
Redigite a nova senha UNIX:
passwd: senha  atualizada com sucesso.

como isso é um procedimento cansativo, vamos automatizá-lo também.

Apresento a você, caso ainda não conheça, o EXPECT, que é uma ferramenta UNIX para automação e testes que trabalha com comandos interativos, tais quais, telnet, ftp, ssh, passwd, smbpasswd, etc.

Veja mais informações sobre o expect em http://en.wikipedia.org/wiki/Expect

primeira vamos instalar o expect

root@defiant:~# apt-get install expect

agora vamos criar um script expect chamado expPasswd com o conteúdo abaixo

#!/usr/bin/expect

# autor: guto carvalho
# e-mail: guto@gutocarvalho.net / gutocarvalho@gmail.com
# licença: GNU GPL v2
# descricao: script para setar a senha de usuarios em aplicacoes interativas

# para usar digite: expPasswd usuario senha

spawn smbpasswd -a [lindex $argv 0]
set password [lindex $argv 1]
expect “password:”
send “$password\r”
expect “password:”
send “$password\r”
expect eof

salve o arquivo, e vamos a segunda parte da automatização.

root@defiant:~# export LANG=C

ajustamos a variável de linguagem, pois o expect espera receber a informação password: e depois disto ele vai executar uma ação, se não fizermos o ajuste na variável e se você por acaso utilizar o Ubuntu em Português Tupiniquim, o prompt será diferente, algo como:

root@defiant:~# smbpasswd -a fulano.sobrenone

Digite a nova senha UNIX:
Redigite a nova senha UNIX:
passwd: senha  atualizada com sucesso.

ao invés de

root@defiant:~# export LANG=C
root@defiant:~# smbpasswd -a fulano.sobrenone

Enter new UNIX password:
Retype new UNIX password:
passwd: password updated successfully

bom, entendeu né, variável setada, evitando problemas, agora vamos ao comando.

root@defiant:~# for i in `cat lista.txt`;do expect expPasswd $i minhasenha;sleep 5;done

a saída será algo assim..

spawn smbpasswd -a fulano.sobrenome
Enter new UNIX password:
Retype new UNIX password:
passwd: password updated successfully
spawn smbpasswd -a beltrano.sobrenome
Enter new UNIX password:
Retype new UNIX password:
passwd: password updated successfully
spawn smbpasswd -a ciclano.sobrenome
Enter new UNIX password:
Retype new UNIX password:
passwd: password updated successfully

pronto, missão passada, missão automatizada, missão cumprida!

Este post esta disponível na wiki de forma mais organizada.
http://gutocarvalho.net/mediawiki/index.php/Criando_usuarios_e_setando_senha_com_o_Expect

na próxima não vai precisar suar :)

Continuando o jogo, como você faria em sua linguagem?

Mostra ai, comente!

;)

[]’s
Guto

dica: convertendo uppercase to lowercase

Postado por gutocarvalho, Quinta-feira, Agosto 7, 2008, 10:22

Supondo que você tem um arquivo chamado usuarios.txt com texto em caixa alta e quer deixá-lo em caixa baixa, vamos as diversas opções para convertê-lo

via sed

sed ‘y/ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ/abcdefghijklmnopqrstuvwxyz/’ usuarios.txt

via tr

cat usuarios.txt | tr ‘[A-Z]‘ ‘[a-z]‘

via awk

cat usuarios.txt | awk ‘{print tolower($1)}’

No caso do SED você pode incrementá-lo ainda mais colocando ç, é, í, ú, ã etc…

E ai, quem tem mais alguma dica, seja em perl, python, ruby, php, lua, java, c, etc… que tal aumentarmos as opções ?! Comente ai!

[]’s
Guto

alternativa ao bug do squashfs-tools do ubuntu hardy, ainda em aberto…

Postado por gutocarvalho, Terça-feira, Agosto 5, 2008, 18:52

Já fiz um post aqui falando que o squashfs-tools do ubuntu hardy está com problemas.

Bom na dúvida recompilei um kernel 2.6.24.3 com o último patch squashfs 3.3 e tentei gerar a imagem, e nada, continuou com o problema, usei o 2.6.24.3 pois o patch do squashfs 3.3 não funciona no 2.6.26.1, e o patch do LZMA para squashfs também só é compatível com o kernel 2.6.24.3, por fim nem  apliquei o patch do lzma pois queria fazer o teste por eliminação, primeiro squashfs puro, depois com patch lzma.

Bom vamos ao resumo da história, infelizmente não funcionou do mesmo jeito, o problema realmente está no squashfs-tools, eu até compilei o squashfs-tools que vem junto com o patch do squashfs 3.3, mesmo assim deu hang em 70% da criação da imagem.

Esse BUG já foi resolvido no debian, eis que baixei o pacote squashfs-tools do debian e voi-lá, funcionou!

Atalho para o pacote do debian, instala sem problemas no hardy.
http://ftp.de.debian.org/debian/pool/main/s/squashfs/squashfs-tools_3.3-7_i386.deb

Agora posso remasterizar o hardy tranquilo, a vida fica mais simples, paro de fritar meu processador,que chegou a incríveis 90 graus centigrados com o squashfs-tools zuado, e os hangs na criação da imagem ficam para outra encarnação.

Bugs relacionados:
https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/squashfs/+bug/222700
https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/squashfs/+bug/200778
http://bugs.debian.org/cgi-bin/bugreport.cgi?bug=455589

ubuntu security update: openldap (usn-634-1)

Postado por gutocarvalho, Terça-feira, Agosto 5, 2008, 18:26

A bola da vez é o openLDAP, atualize!

===========================================================
Ubuntu Security Notice USN-634-1            August 01, 2008
openldap2.2, openldap2.3 vulnerability
CVE-2008-2952
===========================================================

A security issue affects the following Ubuntu releases:

Ubuntu 6.06 LTS
Ubuntu 7.04
Ubuntu 7.10
Ubuntu 8.04 LTS

This advisory also applies to the corresponding versions of
Kubuntu, Edubuntu, and Xubuntu.

The problem can be corrected by upgrading your system to the
following package versions:

Ubuntu 6.06 LTS:
slapd                           2.2.26-5ubuntu2.8

Ubuntu 7.04:
slapd                           2.3.30-2ubuntu0.3

Ubuntu 7.10:
slapd                           2.3.35-1ubuntu0.3

Ubuntu 8.04 LTS:
slapd                           2.4.9-0ubuntu0.8.04.1

In general, a standard system upgrade is sufficient to effect the
necessary changes.

Details follow:

Cameron Hotchkies discovered that OpenLDAP did not correctly handle
certain ASN.1 BER data.  A remote attacker could send a specially crafted
packet and crash slapd, leading to a denial of service.

Mais informações:
http://www.ubuntu.com/usn/usn-634-1
http://cve.mitre.org/cgi-bin/cvename.cgi?name=CVE-2008-2952

[]’s
Guto

kernel 2.6.26.1 saiu…

Postado por gutocarvalho, Domingo, Agosto 3, 2008, 10:26

E foi lançado no dia 2008-08-01 às 23:04 o kernel 2.6.26.1.

Download
http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/linux-2.6.26.1.tar.bz2

Changelog
http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/ChangeLog-2.6.26.1

[]’s
Guto


Copyright © 2007 gutocarvalho.net. All rights reserved.

Creative Commons Attribution-ShareAlike 2.5 Brazil
Creative Commons Attribution-ShareAlike 2.5 Brazil