Archive for março, 2009

fisl10: chamada de trabalhos para o workshop acadêmico WSL

domingo, março 29th, 2009

Fique atento a chamada do WSL2009 para trabalhos acadêmicos também está aberta.

fonte: http://www.fisl.org.br/10/www/wsl2009

O Workshop de Software Livre (WSL) é um evento acadêmico e científico de periodicidade anual, que integra o Fórum Internacional de Software Livre – FISL e ocorre desde o ano de 2000 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Em sua 10ª edição, o WSL mantém-se alinhado com os objetivos do FISL, oferecendo uma oportunidade para que professores, pesquisadores, alunos e demais profissionais apresentem trabalhos de cunho científico, desenvolvidos em seus centros de pesquisa, empresas ou universidades, usando ou produzindo Software Livre.

ATENÇÃO: Esta é a Chamada para o WSL (Workshop Científico dentro do FISL) e não para as palestras. A Chamada para submissão de propostas de palestras no FISL está disponivel na página Chamada de Trabalhos. Não existe uma relação direta entre as datas das submissões de palestras do FISL e artigos científico do WSL (o WSL tem um tempo maior de submissão por exigir um artigo com certo número de páginas, obedecendo padrões da comunidade científica).

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Guto

fisl10: inscrições para participar do fisl estão abertas!

domingo, março 29th, 2009

As inscrições para o décimo ‘Fórum Internacional de Software Livre’ estão abertas, garanta já a sua vaga!

Mais informações sobre as inscrições
http://www.fisl.org.br/10/www/03/25/abertas-inscricoes-para-o-fisl-10

Acesso direto ao sistema de inscrição
https://fisl.softwarelivre.org/10/greve/

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Guto

fisl10: chamada de trabalhos para o FISL está aberta, envie a sua proposta!

domingo, março 29th, 2009

Fique atento a chamada de trabalhos para palestras já está aberta!

Estão abertas as inscrições para a Chamada de Trabalhos do 10º Fórum Internacional Software Livre, que se realizará nos dias 24, 25, 26 e 27 de Junho de 2009, no Centro de Eventos PUCRS, na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil.

A submissão de propostas de palestras devem ser feitas até o dia 26/04/2009, através da página do sistema papers (https://fisl.softwarelivre.org/10/papers/speaker/).

O Comitê de Programa definiu 24 trilhas para o fisl10, divididas em 14 macrotemas:

* Desenvolvimento:
o Perl
o Python
o PHP
o Java
o Ruby
o Demais Linguagens (C/C++, Lua, Lisp, etc)
o Kits Gráficos (Qt, Gtk, Xul, Plasma, Ajax, CSS, Acessibilidade)
o Ferramentas, Metodologias e padrões
o Smalltalks
o Gerenciadores de Conteúdo (ECS/CMS)
* Administração de Sistemas
* Gerenciamento de dados
o SGBDs
o Storage e Backup
* Desktop
* Kernel e Sistemas de Arquivos
* Hardware, Sistemas Embarcados e Robótica
* Segurança
* Negócios Implementações e Casos
* Jogos, Multimídia e Streaming
* VoIP
* Ecossistema de Software Livre (Comunidade, Filosofia, Legislação e Cultura Livre)
* Educação e Inclusão Digital
* Eventos Comunitários
* Tópicos Emergentes

Considerações Gerais:

Datas importantes:

* 26/04 – Data final de submissão de trabalhos.
* 25/05 – Final da avaliação e divulgação dos resultados.https://fisl.softwarelivre.org/10/papers/speaker
* 31/05 – Prazo final de confirmação dos palestrantes.
* 24 a 27 de Junho de 2009: FISL 10.

Conheça as trilhas de perto, visite o blog do temário e o site do FISL.

http://rn.softwarelivre.org/temario/?p=232
http://www.fisl.org.br/

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Guto

como baixar música de forma legal a preços acessíveis?

quinta-feira, março 26th, 2009

warm-up-musicSim já existem alternativas, é possível minha gente, mas no momento só em em alguns países. Alguém me passou esse site pelo twitter, é uma alternativa ao modelo atual de comercialização de música, aliás isto é reflexo de uma mudança de paradigma, sites como este vão começar a pipocar e a indústria da música que segue o modelo tradicional terá de se adaptar, do contrário a internet vai passar com um rolo compressor por cima deles. O site em questão é o http://www.legalsounds.com/.

O site oferece álbuns completos a preços de 99 centavos de dólar, todos os arquivos em formato digital e tem gente conhecida como James Blunt, Amy Whitehouse, Coldplay, você pode também comprar apenas as faixas que lhe interessam, o preço de cada faixa geralmente é de 9 centavos de dólar, justo não acha?

O site está localizado na Rússia onde a lei permite este tipo de comercialização, de qualquer forma é um exemplo interessante.

Hoje com o advento da internet novas bandas conseguem surgir e se espalhar de forma viral, seja através de sites especializados como blip.fm, seja através de redes sociais como twitter, não é mais a indústria fonográfica que escolhe quem vai fazer sucesso, quem vai estourar nas paradas, quem vai aparece no programa de TV XPTO, agora é o público que escolhe o que quer ouvir, agora é o público que classifica se é bom ou ruim e o público com este novo comportamento é determinante para estabelecer o que vai dar certo, acabou a auto-sugestão quase subliminar.

Como resultado o povo da industria tradicional está desesperado, e isto foi o que vimos na última entrevista no Debate MTV entre representantes da indústria fonográfica e representantes da sociedade civil e projetos livres que divulgam formas alternativas de licenciamento de obras, como por exemplo a iniciativa Creative Commons.

Nossa única certeza é que logo tudo estará conectado, tudo estará dentro da internet, mais fácil, mais acessível, justo e economicamente viável, os intermediários, os cartolas, as pessoas que ganham dinheiro em cima dos músicos, das bandas, dos compositores, dos escritores, dos tradutores, estes vão ter que se adaptar para enfrentar a mudança ou também serão atropelados. A indústria fonográfica que fatura milhões com a venda de CD’s e DVD’s gosta de aparecer na MTV dizendo que isto não dá tanto lucro, eu fico imaginando se desse, afinal já é uma indústria bilionária, estes que fazem os músicos viajar o mês inteiro para fazer uma grana com shows, pois recebem centavos por cada CD ou DVD vendido tornando impossível para o artista mater-se apenas disto, estes que detém os direitos de centenas de artistas por anos a fio, impossibilitando novas formas de comercializar e explorar sua obra,  estes na minha opinião já estão sepultados.

Agora o músico ou a banda independente pode utilizar ferramentas livres de e-commerce, disponíveis a um download de distância, podem  vender sua obra diretamente para o seu fã, o músico pode fechar acordos e fazer contados por e-mail, chats, oferecer shows livestream, o limite é a criatividade, um novo mundo de possibilidades está ao alcance de todos, grande parte disto se deve as tecnologias livres e open-source, como kernel linux e projeto GNU com as suas milhares de ferramentas criadas, licenciadas e distribuídas livremente permitindo que o artista trabalhe com liberdade para criar as suas obras.

E você o que acha desta mudança?

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Guto

saindo do forno: kernel linux 2.6.29

quinta-feira, março 26th, 2009

Foi lançada no dia 2009-03-23 a release 2.6.29 do kernel linux

baixe agora e compile!linux_tuz
http://kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/linux-2.6.29.tar.bz2

changelog desta versão
http://kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/ChangeLog-2.6.29

reviews pela rede
http://kernelnewbies.org/Linux_2_6_29
http://www.softwarelivre.org/news/13008

relacionado

http://linux.slashdot.org/linux/09/03/24/0049247.shtml

http://osnews.com/story/21187/Linux_Kernel_2_6_29_Released

Esta versão vem com muitas novidades e muitas correções, algumas reportadas aqui no blog durante o desenvolvimento 2.6.28.x , dentre as mais interessantes destaco as melhorias e correções no sub-sistema USB,  squashFS finalmente nativo, dava um trabalho aplicar esse patch, suporte a WiMAX, melhorias em consumo de energia wifi, mais drivers para placas wifi , correções e novidades no ext4, aliás agora o ext4 pode ser utilizado sem o journaling o que é uma boa para pendrives/discos flash, e tem muito mais. Os dois reviews colocados aqui são bem completos, visitem os links. O mascote desta versão do kernel é o TUZ, mostrado ai em cima. Segundo a linux magazine foram 10.933 arquivos alterados entre o 2.6.28 e o 2.6.29 e mais de 1,3 milhão de novas inserções de código no kernel, o que é um recorde.

Divirta-se compilando!

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Guto

wordpress, 13 dicas de segurança para usuários e sysadmins.

quarta-feira, março 11th, 2009

wordpress-logoO wordpress é uma ferramenta muito estável, flexível e segura, porém podemos melhorar ainda mais a segurança de nosso blog seguindo alguns passos simples. Abaixo vou apresentar rapidamente alguns plungins e vou também oferecer algumas dicas que podem proporcionar melhorias importantes.

01. plugins contra spam em comentários, trackbacks e pingbacks

- bad-behavior
- akismet
- simple-trackback-validator
- simple-captcha ou math comment spam protection

Importante pois existem milhares de bots loucos para entupir o seu blog com SPAM, seja na área de comentários, trackbacks, ou pingbacks.

02. plugins que previnem cadastro automático de bots

- sabre

Os Bots estão ficando cada vez mais espertos, eles já sabem se cadastrar para começar a pixar o seu site com SPAM. Nossa sorte é que eles ainda não sabem somar, dividir, multiplicar, ler ou ouvir captchas, sem isto eles não vão conseguir se cadastrar pois o sabre implementa estas funcionalidades.

03. plugin que verifica se sua instalação está bacana e segura e lhe diz como ajustar algo que esteja fora do lugar.

- wp-scan-security

Este plugin vai verificar as permissões dos seus arquivos e diretórios, vai analisar a estrutura do seu banco, as configurações do seu wordpress e depois disto ele vai sugerir algumas melhorias para deixá-lo ainda mais protegido.

04. evitando sucessivas tentativas de login através de brute-force

- login-lockdown

Este plugin guarda informações como IP e RANGE que esta tentando fazer login no seu blog, após sucessivas tentativas, de acordo com sua configuração, ele poderá desabilitar o login para aquele IP ou RANGE.

05. habilitando acesso seguro a parte administrativa do seu blog

- admin-ssl

Vai administrar o wordpress, faça isto de forma segura, use SSL!

06. bloqueando indexação dos sub-diretórios wp-* em seu blog através do robots.txt

User-agent: *
Disallow: /wp-*

Certas partes do seu blog não precisam ser indexadas por robôs, então vamos orientá-los a não fazer isto.

07. matenha seu wordpress atualizado sempre

- a partir do wordpress 2.7 ele já permite atualização automática nativa.
- versões anteriores podem utilizar o plugin InstantUpgrade!

Saiu uma versão nova? Atualize com um clique!

08. faça backups regulares do banco do seu wordpress e receba por e-mail

- wp-db-backup

Sem backup não somos ninguém :P

09. proiba acesso via apache2 ao seu arquivo wp-config.php

<FilesMatch ^wp-config.php$>deny from all</FilesMatch>

Isto é necessário por existem várias informações como nome do banco, usuário de administração do banco e senha tudo em clear-text.

10. Adicione mais uma camada de autenticação no diretório wp-admin através de um arquivo .htaccess do apache2
11.
não divulgue a versão do seu wordpress no header das páginas
12.
desabilite os poderes administrativos do usuário admin, utilize um usuário diferente para administrar o seu blog
13. Só permita que usuários enviem comentários se estiverem autenticados, seja por openID, seja por cadastro local.

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Guto

Não basta ter um blogroll é preciso ter um planeta!

quarta-feira, março 11th, 2009

Como gosto muito das pessoas no meu blogroll, além de considerar o conteúdo de seus blogs excelentes, decidi então criar um planeta para agregar todas estas importantes informações. Se você está no meu blogroll, está no meu planeta ;)

Visite agora o planeta: http://planeta.gutocarvalho.net

A ferramenta utilizada para criar o Planeta é o PlanetPlanet, um software livre desenvolvido inicialmente para agregar os blogs de desenvolvedores e usuários do projeto GNOME e do projeto DEBIAN, hoje existem dezenas de planetas que formam um grande planetário na web.

Alguns planetas gringos:

http://planet.gnome.org/
http://planet.debian.org
http://planetkde.org/
http://planet.jabber.org/
http://planet.mozilla.org/
http://planet.freedesktop.org/
http://www.planetpostgresql.org/
http://planet.mysql.com/

Alguns planetas brazucas:

http://planeta.br.gnome.org/
http://planeta.gnulinuxbrasil.org/
http://planeta.debianbrasil.org/
http://planeta.ubuntubrasil.org/
http://planeta.mandriva-br.org/
http://planeta.archlinux-br.org/
http://planeta.postgresql.org.br/
http://planet.tchelinux.org/

O grande barato de usar o planeta é centralizar a informação de forma fácil e eficiente.

Vou dar um exemplo da força da ferramenta, recentemente fizemos um ato em São Paulo contra o editorial da ‘Folha de São Paulo’ escrito no dia 17 de Fevereiro de 2009, tal editorial minimizava a ditadura no Brasil comparada com outros regimes na América latina, absurdo, enfim isto será tema de outro post então nem vou me aprofundar, o fato é que precisávamos de uma ferramenta que agregasse informações dos serviços twitter, flicker, wordpress, qik, bambuser, blogger, blogspot e de qualquer blog que oferecesse RSS da tag ‘ditabranda’ (rss por tag em blogs é algo raro, só o wordpress salva). Através do planeta (http://ditabranda.nasretinas.com.br) conseguimos em uma semana concentrar uma quantidade absurda de informações, como fotos, vídeos, mensagens, posts e muito mais, hoje para se ter uma ideia no google temos 195 mil entradas sobre a ditabranda, o planeta facilitou a busca por informações e a comunicação e troca de informações sobre o ato em escala global, até mesmo veículos internacionais acessaram o planeta, parece um simples agregador, mas se utilizado corretamente pode fazer a diferença em mobilizações como esta. É muito comum vê-lo agregando informações sobre projetos, eventos, congressos ou temas específicos.

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Guto

servidor de hospedagem com painel de controle livre/opensource

segunda-feira, março 9th, 2009

Se você administra um servidor com muitos domínios, usuários, bancos, sabe o quanto é penoso fazer isto tudo manualmente, por  um lado é bacana, a gente aprende, exercita, é seguro, mas é trabalhoso, seria muito melhor se o usuário pudesse cuidar do seu domínio, criar sub-domínios, criar os seus bancos, controlar os seus backups, saber quanto usou de sua quota de disco, de sua transferência mensal, podendo visualizar estatísticas de acesso dos seus sites, administrar múltiplos domínios, tudo isto de forma centralizada via web.

Sabemos que existem painéis populares como o CPANEL e PLESK, porém são sistemas proprietários e nem sempre acessíveis devido ao alto valor de suas licenças,  mas não se aflija, fique tranquilo pois existem soluções open-source que podem solucionar os seus problemas agindo como o painel de controle do seu servidor de hospedagem.

Vamos as principais ferramentas:

ISPConfig
http://www.ispconfig.org/

ISPcp Omega (fork do vhcs)
http://www.isp-control.net/

VHCS
http://www.vhcs.net/

SysCP
http://www.syscp.org/

GPLHost
http://www.gplhost.com/

OpenPanel
http://www.openpanel.com/

Já estou testando em máquinas virtuais o VHCS e o ISPConfig v2 e v3, assim que tiver completado os testes e colocado alguma destas ferramentas em produção passarei as impressões e os tutoriais de implantação aqui no blog e no wiki ;)

Se você conhece ou já utiliza alguma destas soluções por favor compartilhe a sua experiência conosco aqui nos comentários ou mesmo escrevendo em parceria as wikipages de implantação lá na wiki, toda a ajuda é bem vinda.

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Guto

No dia 8 de Março dispense a rosa

segunda-feira, março 9th, 2009

dispense-a-rosaOntem foi o dia internacional da mulher, por uma questão de costume e cordialidade, muitos de nós homens damos os parabéns para as mulheres neste 8 de março, alguns entregam rosas, participam de passeatas, fazem isto sem nem ao menos saber o porque deste ato, aliás a grande maioria não sabe mesmo as razões de estarem se expressando daquela forma. O fato é que eu mesmo o fiz ontem 2 vezes e cheguei até a enviar uma mensagem no twitter parabenizando o movimento feminista pela sua incessante luta para construir uma sociedade mais justa e coerente, mas hoje eu me perguntei: – “O que é relevante nisto tudo, neste dia, nestes atos?”

Eu sempre fiquei muito encucado com este dia internacional da mulher, eu nunca enxerguei diferenças entre estes lados, claro isto por que eu sou jovem, nasci praticamente depois de 1 século do início desta luta, nasci em um país que se encontrava no final do regime militar, não sofri a ditadura e graças a luta de muitos eu já nasci livre, com direito de me expressar e portando o faço agora.

Eu cresci em um estado pequeno, provinciano, e talvez tenha sido a forma como eu fui criado que me ofereceu esta percepção de igualdade, o fato é que ontem em São Paulo eu peguei o metrô de Santana para o centro da cidade para que eu pudesse me despedir de alguns amigos e amigas que estiveram no ato de repúdio ao editorial da Folha sobre a #ditabranda, ato que ocorreu neste sábado no dia 07 de março de 2009, durante o transporte eu vi e pude perceber muitas pessoas se dirigindo para inúmeras passeatas na cidade, pessoas conversando, alegres, contentes, mas não consegui ver e ouvir alguém falando sobre a história, sobre o movimento feminista, poucos ali sabem que há mais de um século corajosas mulheres pelo mundo todo iniciaram a luta pelo os seus direitos, direitos estes como votar, trabalhar, direito ao divórcio, direito de se preservar, direito de cuidar de sua saúde e de seu corpo, direito de ser livre e independente, direito de ser tratada com igualdade, direitos fundamentais que historicamente foram cerceados por milênios pois a mulher era tida como propriedade, primeiro do pai, depois do marido, é como se um ser humano fosse um objeto.

Mesmo hoje em 2009 vivemos em um país extremamente machista, aliás não em só em um país, mas em um mundo, você pode perceber isto diariamente, seja assistindo programas na televisão, seja ouvindo rádios, trabalhando, andando na rua, vivendo o seu dia-a-dia, a todo o momento, em todo o lugar é possível perceber que apesar de toda a luta destas mulheres o machismo ainda é uma constante no mundo. No meu pequeno estado, estado que acolhe 70% do pantanal brasileiro, cresci e vi como era a relação e o comportando entre os casais no pantanal, um local ermo, sem leis, sem fronteiras, vivendo o seu próprio tempo, eu achava aquilo tudo um absurdo, a forma de tratamento, o descaso, a submissão, e tentava entender e interferir, mas eu era uma criança e não podia fazer muito, em conversas com o meu pai e minha mãe eles sempre procuraram me educar e esclarecer que aquilo não um tratamento coerente, que ali não havia respeito, havia apenas submissão, medo, eu era muito jovem e via coisas acontecerem próximo a mim e tentava traçar um comparativo com da relação destes  casais e a relação dos meus pais, relação onde havia um tratamento entre pessoas iguais, com muito respeito e admiração, por várias vezes tentei entender por quê isto não se estendia aos casais do pantanal, mas como criança não consegui  na época chegar a uma conclusão. Isto que relato ocorreu nas idas das décadas de 80 e início da década de 90, mas não foi só isto, já adolescente vi barbaridades ocorrerem na cidade em que eu morava, mulheres apanhando na rua, em bares, espancamentos, humilhações, submissão, fatos graves, em algumas ocasiões em que presenciei de perto e pude interferir levei mulheres, vítimas de agressão e abuso para o hospitais e senti o preconceito e o descaso até nestes locais de atendimento público, médicos e enfermeiros que faziam piadinhas naquele complicado momento, certa vez ouvi um médico conversando com o enfermeiro: – “O que será que ela fez para tomar porrada, será que chifrou o cara?” , parecia para eles que o agressor era a vítima defendendo a sua honra, e a vítima a agressora, absurdo, neste caso em específico eu fui testemunha ocular em ocorrência na delegacia da mulher, conseguiram prender o agressor em flagrante e levei a vítima para casa de familiares, mas é um caso raro, as pessoas não se envolvem e todas estas barbaridades são sempre abafadas e esquecidas por quase todos na cidade, mas as marcas, as cicatrizes, sejam físicas ou psicológicas, estas eu sei que estão naquelas mulheres até hoje, digo isto por que em um adolescente e depois em um jovem adulto, aquilo deixou profundas marcas que hoje já na faixa dos 30 anos ainda oferecem um horripilante frio na espinha quando repasso tais memórias.

Depois de tanto ver, ouvir e depois de sentir todas estas duras memórias, não tenho como deixar de pensar na hipocrisia da sociedade, principalmente da grande maioria dos homens no dia internacional da mulher, se eles estivessem celebrando as conquistas de uma luta centenária, se eles estivessem dispostos a construir uma sociedade justa e igualitária, o tom  deste post certamente seria outro, porém na minha opinião este tem se tornando um ato em que maioria das pessoas simplesmente o fazem sem entender o sentido e o simbolismo que uma luta como esta deveria expressar, chegando a ser um desrespeito àquelas em que desejam homenagear.

Por isto tudo o que eu disse, e por ter um profundo respeito com qualquer ser humano, transcrevo o texto abaixo por entender que ele traduz muito do que eu penso, muito do acontece todos os dias, muito do eu vi, vejo e repudio.

O texto abaixo foi escrito por Marjorie Rodrigues e o manifesto organizado pela Comunidade Feminismo e Libertação

No dia 8 de Março dispense a rosa

“Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a  “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas.  Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger.  Mas, bem,  segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”.  A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades.  Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas.  Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…).  Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte.  Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu ** . “

Autoria: Marjorie Rodrigues / Organização: Comunidade Feminismo e Libertação / Saiba mais sobre a campanha.

wiki: configurando ambiente chroot para usuários usando jailkit no debian lenny

terça-feira, março 3rd, 2009

Calma galera do SELINUX não atirem pedras :P

Estou dando um exemplo simples de como enjaular usuários usando Jailkit em ambiente debian.

http://gutocarvalho.net/mediawiki/index.php/Debian_Configurando_Chroot_para_usuarios_com_Jailkit

Assim que eu entender melhor de #SELINUX eu vou fazer um wikipage passo-a-passo para implementação no lenny ;)

[]’s
Guto