Sobre mim
Quem eu sou, do que eu gosto, e a história da minha relação com computadores e da minha carreira.
Quem sou?
Eu sou uma pessoa simples, fã de tecnologias que facilitam a vida e entusiasta do movimento open source, Infra as Code, DevOps, GitOps e Cloud Native. Eu acredito que compartilhar o conhecimento é um dos caminhos mais eficientes para construirmos uma sociedade mais justa, coerente e evoluída — acredito que o conhecimento deve ser livre e que todos devem ter acesso a ele.
Tenho 45 anos (12 de maio), tenho dois filhos (Bia e Artur), uma gata tricolor (Tweet) e um cachorro golden retriever (Paçoca). Sou neurodiverso, diagnosticado com características de TDA e TDR. Nasci em Campo Grande/MS, sou filho de pai carioca com mãe pantaneira, bisneto de bisavó (índia) boliviana. Tenho um profundo respeito pela natureza — cresci no Pantanal Sul, região de Corumbá/MS. Prezo pela democracia e por uma sociedade justa e equilibrada, com foco nas pessoas e na educação. Até maio de 2025 morei em Brasília/DF; atualmente moro em Dourados/MS, cidade dos meus pais.

Do que eu gosto?
Gosto de música de qualidade — MPB, bossa nova, choro, jazz, blues, música clássica e instrumental, um bom rock clássico, eletrônica (para trabalhar) —, passando por literatura, poesia e principalmente cinema e seriados. Gosto da cultura geek/nerd, sou fã de animações, ficção científica e da cultura japonesa (mangás, animes). Pratico Karatê, me formei faixa preta na escola Hayashi, estilo Shito — no Karatê eu tenho aqueles momentos fora da tecnologia, e ele me ajuda a manter a saúde física e mental em dia.
Estou na internet desde 1995. Usei muito o mIRC e fui a vários IRContros nos anos 90 com meu amigo @lupatini — éramos do canal #Campo_Grande (MS) da rede BrasNet. Sou do time do Linux e do open source, coisas que aprendi com @UlyssesAlmeida no início dos anos 2000. Gosto de escrever: sou blogueiro de TI desde 2003 e sigo blogando — comecei no Drupal, passei por Joomla, WordPress, Octopress, Hugo, Publii e hoje escrevo no WriteFreely, no bolha.blog. Faço terapia há cerca de 6 anos e recomendo a todos que cuidem da saúde mental.
Do que eu não gosto? Desigualdade social, homofobia, transfobia, racismo, xenofobia, capacitismo, discursos de ódio, discurso anti-ciência e discurso anti-vacina.

Da minha relação com computadores
Comecei com computadores no MS-DOS 6.0 e meu primeiro ambiente gráfico foi o Windows 3.1; cheguei a trabalhar com Windows NT e sistemas Novell antes dos anos 2000. Entre 95 e 97 comecei a fazer digitação de textos, cartões de visita e convites para festas — foram as primeiras artes que criei no computador e os primeiros freelas que fiz. Dei aulas de informática entre 96 e 98, fazia manutenção de computadores e instalação de redes (primeiro com cabo coaxial, depois UTP) e desenvolvia sites estáticos em HTML. Nessa época mandava bem no Photoshop e no Dreamweaver, coisas que aprendi com o Sr. @lupatini.
Por volta de 1999/2000 conheci o kernel Linux e dei meus primeiros passos com o Slackware; em 2001 conheci o Red Hat; em 2003, o Conectiva e o Debian, a Open Source Initiative, o projeto GNU e a FSF — e sigo usando Linux até hoje. Usei muito o Conectiva (distro brazuca inspirada no Red Hat), fiz todos os cursos e me tornei instrutor Conectiva em 2004. Foi quando pivotei de sysadmin Windows para sysadmin GNU/Linux. Participei do FISL diversas vezes (assisti e ministrei palestras) e ajudei a organizar edições do FLISOL no MS. Estar no meio do movimento do software livre brasileiro entre 2004 e 2010 direcionou minha carreira e me amadureceu muito como pessoa e cidadão.
O que eu uso no dia a dia? Para computadores pessoais uso Apple desde 2010 — gosto da integração e da padronização. Ainda assim, trabalho com GNU/Linux diariamente em todos os meus projetos. A rede de casa é uma stack UniFi (switches, load balancer e APs mesh) que funciona muito bem.

Da minha carreira profissional
Sou SysAdmin por formação — meu primeiro emprego na carteira foi em 1998, como administrador de redes júnior (Novell/Windows NT). Hoje meu foco está nas tecnologias open source, na cultura DevOps, em Cloud Native, GitOps e na aplicação de métodos eficientes para executar projetos. Nos últimos anos me especializei em automação de infraestrutura (Infra as Code) e no estudo e aplicação da cultura DevOps — que estudo desde 2012. Organizei 2 DevOpsDays em Brasília (2016 e 2017) e mantive por muitos anos meetups de DevOps, IaC, Puppet, GitLab, Docker, Kubernetes e outros temas.
De 2014 a 2018 fui sócio da INSTRUCT, pioneira em DevOps e Infra as Code no Brasil. Em 2019 fundei a JAC em Brasília, especializada em Kubernetes e CI/CD (segue saudável e atuante). Em 2021 vendi minha parte na JAC e fundei a NativeTrail.io, com foco em Cloud Native. Depois disso passei por várias empresas fora do Brasil para conhecer como faziam infra por lá. No momento atuo como Platform Engineer numa empresa de Baremetal/BMC, cuidando da automação de imagens e do ambiente de provisionamento BMC Tinkerbell.
Período no Governo
Comecei a trabalhar para o Governo Federal em 2005, no projeto social CASA BRASIL, como TEC (Técnico Especialista em Computação), instalando telecentros no interior do Brasil — atuei sobretudo no interior de MS e MT. Nesse período tive contato com comunidades quilombolas, aldeias de pescadores, assentamentos sem-terra e aldeias indígenas, ajudando a levar internet aos cantos mais remotos desses estados.
Mudei para Brasília por volta de 2008/2009. Lá atuei em projetos de TI na Radiobrás (hoje EBC), MDA, Ministério das Comunicações (GESAC), DataPrev, Caixa, Banco do Brasil, Anatel, Infraero, Ministério da Justiça, RNP, Ministério da Saúde, STJ e no GDF (Detran/DF) — todos envolvendo Linux e, a partir de 2011, DevOps, Agile, IaC e, mais recentemente, containers, Kubernetes e Cloud Native. Uma das coisas de que me orgulho foi apresentar, ainda em 2011, um case de automação de infraestrutura com Puppet no Governo Federal — um dos primeiros do tipo. Fui uma das primeiras pessoas a falar de DevOps e IaC no Brasil e uma das que puxaram esse movimento no setor público. Dos últimos projetos, os mais importantes foram no Ministério da Saúde e no STJ, onde iniciamos a jornada Cloud Native, subindo clusters Kubernetes e criando esteiras de entrega.

Atuando na iniciativa privada
Entre 2014 e 2015 me tornei sócio de uma empresa em São Paulo focada em IaC e DevOps e comecei a atuar fortemente no mercado privado. Atendemos empresas como Itaú, Equinix e a Bolsa de Valores — ter ajudado a montar a primeira versão da nuvem interna do Itaú foi um dos grandes marcos da minha carreira. Entre 2019 e 2021 voltei ao segmento privado com a nova empresa focada em Cloud Native, atendendo desde a RNP até pequenas e médias empresas, com muita migração de OnPrem para Cloud com containers.
De 2021 em diante me aventurei fora do Brasil: fiz projetos para empresas no Canadá e depois trabalhei para uma empresa de segurança da informação nos EUA, ajudando a sustentar a infra de um SaaS global que processava — na época — 40 bilhões de requisições por dia, além de planejar a migração da infra global para Cloud Native. Em 2024 voltei a atuar no Brasil e sigo até o momento.

Alguns números
- Ministrei mais de 150 palestras nos últimos 10 anos (nunca cobrei por nenhuma).
- Fui aprovado em 19 certificações internacionais.
- Fiz 75 cursos técnicos voltados para infraestrutura.
- Estive em mais de 90 eventos de TI no Brasil e nos EUA.
- Treinei mais de 500 pessoas desde 2010, no governo e na iniciativa privada.
- Fui sócio de 2 empresas de TI pioneiras que seguem ativas.
- Escrevo sobre TI em blogs desde 2003.
- Organizei 2 DevOpsDays em Brasília (2016 e 2017) e abri outros dois (POA e GYN).
- Criei e mantive ao menos 3 distros GNU/Linux personalizadas para o Governo Federal.
- Fui convidado pela PUC para dar aulas de DevOps numa pós-graduação em 2025.
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